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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Da renovação na política - worst practices


Concordo com aqueles que defendem que a renovação da vida política contribui para alargar e enriquecer o nosso espaço público e entendo que a política não pode ser só razão, tem também que mobilizar paixões em torno de projectos democráticos de futuro. Envolver as pessoas, convidá-las a participar, co-responsabilizá-las na resposta aos desafios comuns. Não basta ouvir...
Se alguém me conseguir explicar de que forma as listas do PSD para as legislativas contribuem para a dita renovação, agradeço. Talvez devamos começar por nos entender sobre o significado da palavra 'renovação'. É renovar trazendo caras novas e políticos mais novos/jovens ou apenas renovar mandatos e púlpitos a quem já anda na política há muitos anos?
Continuamos a política de verdade ou rendemo-nos aos sempiternos sectarismos e gregarismos que caracterizam a política portuguesa?
Com tamanha renovação, pergunto-me que papel está reservado, em caso de vitória, para as ordes de defensores de Manuela Ferreira Leite, que todos os dias dão um ar da sua graça na blogosfera.
A escolha ainda é nossa.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Poderia o Ministério da Educação ser diferente?

Um texto recente, da autoria de Helena Damião, Pedagoga, sustenta que o Ministério da Educação não podia ser diferente, porque é politicamente incorrecto defender as ideias para a educação que realmente deveriam ser implementadas. E como o que acontece com todos os políticos é quererem apenas conquistar o poder, não fazem o que devem, mas o que o povo quer ouvir.

Estou em total desacordo. Claro que o Ministério da Educação poderia ser diferente. Para melhor e para pior. É tudo assim na vida.

A ideia de que todos os políticos fazem o mesmo, que tentam esconder a verdade e que o seu único interesse é manter o seu poder é fácil de defender, mas é absolutamente populista.

Antes de mais é uma generalização que, como todas, é injusta. O politicamente correcto impede-nos de dizer que "todos os ciganos são..." ou "todos os funcionários públicos são...", mas parece que já fica bem dizer "todos os políticos são...".

É também uma ideia completamente anti-democrática. Se os políticos são todos maus, qual será a melhor forma de governo?

Um governo de especialistas, presume-se do texto. Pois se a educação deve ser deixada aos professores, que são os especialistas, e "por princípio, os encarregados de educação e pais não se devem pronunciar em matéria de ensino formal", também a justiça deve ser apenas gerida apenas por magistrados e a agricultura por agricultores.

Não! A educação, a justiça, a agricultura e todas as outras funções do estado devem ser sujeitas ao processo democrático. A sociedade deve escolher o seu futuro e a democracia (que implica a existência de políticos) é a melhor forma de o fazer. Ou, como dizia o Sérgio Godinho, "é o pior de todos os sistemas, com excepção de todos os outros".